O Rio Jaboatão
É com grande estima,
E muita satisfação,
Que tracejo estes versos,
Fazendo uma apresentação,
Usando a sabedoria,
Falarei em poesia,
Sobre o Rio Jaboatão!
Vindo da língua Tupi,
Yapuatã era chamado,
O rio que deu nome a cidade.
É muito considerado,
Rio Fortemente estrondoso,
Por ser muito volumoso,
Eis seu significado!
Lá no Engenho Pacas ,
Em Vitória de Santo Antão,
Está a linda nascente,
Desse grande gigantão,
Passa em Vitória e Moreno,
E depois corre sereno,
Em terras de Jaboatão!
Setenta e cinco quilômetros,
É sua extensão total,
Ele começa estreito,
E ao chegar no litoral,
Suas larguras aumentam,
Pois mais dois rios incrementam,
As do seu manancial!
A sua área porém,
Em quilômetros quadrados,
É quatrocentos e quarenta e dois,
Assim está determinado,
E os dois rios a fluir,
São o Rio Dunas e Zumbi,
Afluentes respeitados!
Agora eu te convido,
Pra conhecer o gigante,
Vamos percorrendo áreas,
De paisagem exuberante,
Em um intenso contraste,
De beleza e maldade,
Que se vê a cada instante!
Seguindo na direção sul,
É sútil a diferença,
Entre as praias marinha e fluvial,
A areia vai ficando densa,
Até se transformar em lama,
Eis uma grande façanha,
De natureza imensa!
Ao subirmos pelo rio,
Avistam os um manguezal,
Que se estende por quilômetros,
Com um jeito bem natural,
Aproveitando as águas da maré,
Ele se mantém de pé,
É uma vista legal!
Aparentemente tranquilas,
E com pouca correnteza,
Correm as águas do rio,
Com serenidade e proeza,
Com suas margens pluviais,
Seguem plantas e animais,
E uma linda natureza!
Também veremos restingas,
Alternando-se com coqueiros,
Lá na Ilha dos Amores,
O que falo é verdadeiro,
E lá no Canal Olho D'água,
O tubarão cabeça-chata,
Se reproduz no canteiro!
Temos a Ponte do Paiva,
Sobre o Rio Jaboatão,
Tudo isso é muito lindo,
Mas não tem só isso não,
Tem turismo de grandeza,
Mas afirmo de certeza,
Tem muita poluição!
Durante todo percurso,
Ele sofre agressão,
Desde despejo de resíduos,
A produtos de fertilização,
Lixos,esgotos e descartáveis,
Vem transformando a paisagem,
Do nosso Rio Jaboatão!
Terminando o passeio,
Vamos vê-lo desaguar,
Junto com o Pirapama,
Se encontram com o mar,
Ali está sua foz,
E com ela uma voz ,
Que não se deixa calar!
Pois no decorrer dos anos,
Essa foz de estuário,
Tem sofrido erosões,
E também grandes impactos,
De problemas ambientais,
E muitas ações más,
De um povo não educado!
Vou terminar por aqui,
Com os meus simples versos,
Tenho muito que falar,
Mas não dá tempo eu confesso,
E antes de terminar,
Quero agora implorar,
E ouça o que eu peço!
Peço a todos os cidadãos,
Que a esse cordel escutar,
Não jogue lixo no rio,
Pois só vai prejudicar,
A paisagem fica feia,
E sem falar na cheia,
Que a cidade pode inundar!
Vamos logo preservar,
O Rio Yapuatã,
Deixando um lindo lugar,
Para as crianças de amanhã,
Tudo limpo é mais bonito,
Só jogue lixo no lixo,
E eu serei sua fã!
Agora sim eu termino,
Valeu sua atenção,
Sei que você aprendeu,
No mínimo uma lição,
Sobre o Rio Forte Estrondoso,
Calmo, sereno e maravilhoso
Viva o RIO JABOATÃO!